quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vários nãos.... alguns sins...


Não! ela nunca soube pra onde ir.
Os caminhos sempre estavam sombrios e andava sem direção.
Não! ela nunca acreditava que em algum caminho pudesse uma mão surgir e a levar.
As mãos que apareciam nunca eram firmes, amorosas, dedicadas.


Não!ela nunca pensou em chegar muito longe.
As estradas eram curtas e finitas.
Não! ela nunca ousou olhar para os lados.
O medo a atormentava.


Não! ela nunca acreditou no amor.
Ele não existe.
Não!ela nunca imaginou que fosse abrir seu coração há tempos trancado.
A chave se perdeu com o último romance partido.


Não!ela nunca imaginou sentir tanta alegria.
A felicidade nunca apareceu em sua vida.
Não!ela nunca abriu um sorriso franco e sincero.
Motivos pra isso nunca existiram.

Não!ela nunca andou de mãos dadas.
As mãos que buscou se esconderam.


Não! ela nunca pensou que sorriria novamente, amaria pela primeira vez, trilharia um novo caminho iluminado, olharia para todos os lados e caminharia de mãos dadas.
Ela sorriu, amou, trilhou e caminhou olhando para todos os lados enquanto foi possível.....



Por Tempestade

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Amores...



Amores literários não se despedaçam...
Encantada com a obra de Dickens
.

Volto depois para falar sobre o livro que estou lendo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Desculpe...



Desculpe por te amar assim tão prontamente,



Desculpe por abrir meu coração há tanto tempo endurecido,


Desculpe por esperar-te a cada dia,
e imaginar que cada segundo se tornava horas sem você,



Desculpe por entrar assim na sua vida feito
tempestade levando comigo minhas ventanias,



Desculpe por deixar florescer esse amor,



Desculpe por eventuais estragos que esses ventos deixaram....


Por Tempestade

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Noções...



Entre mim e mim, há vastidões bastantes
para a navegação dos meus desejos afligidos.


Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que
a atinge.


Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito das respostas que não se
encontram.


Virei-me sobre a minha própria existência, e contemplei-a
Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,
e este abandono para além da felicidade e da beleza.


Ó meu Deus, isto é a minha alma:
qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e
precário,
como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e
inúmera...

Cecília Meireles



*essa postagem faz parte do "Abres aspas" terceira edição, promovido pela Lunna do Teorias Impossíveis. Para conhecer os outros participantes, clique aqui.

domingo, 8 de novembro de 2009

O cachimbo....


Escrevendo pra parabenizar a Dalva do Infinito Particular II.
Leiam o comentário dela.

Realmente não é um cachimbo!

Beijos Tempestuosos!

Vamos pensar? II


René Magritte (1896-1967), Bélgica
La trahison des images (Ceci n'est pas une pipe), 1928-29.


E eu continuo afirmando que isto não é um cachimbo!
Aguardando alguém me dizer o porque!


sábado, 7 de novembro de 2009

Trilhas....



E à noite penso nos caminhos que trilhei,
Quantos obstáculos vivenciei,
A estrada era longa mas não infinita,
Enfim, cheguei ao meu destino.

Destino final?
Não!
Sempre haverá uma busca,
Por novos horizontes,
Desafios,
Verdades,
Certezas,
Incertezas....


O coração aquietou?
Por um tempo...
Tempestades são sempre inconstantes,
Impactantes,
Mas com certeza apaixonantes.

Por Tempestade
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